27 junho 2015

E3 2015: Comunicação direta com o consumidor dispensa jornalismo de games

Lembra da época que não existia rede social nem internet? As empresas de games para se comunicar com seu consumidor necessitavam dos jornalistas, e pior, dependíamos deles para saber as novidades, que geralmente vinham em revistas.

Principalmente aqui no Brasil, esses profissionais (onde muitos nem jornalistas formados são) se acham bastante, gostam de dar "vereditos" sobre games e quando eramos crianças, na idade ou mentalmente, conseguiam nos influenciar. A boa notícia é que esse tempo ficou no passado.

Hoje em dia as empresas de games entram em contato direto com os seus consumidores. Pegue por exemplo as conferências de imprensa realizadas na E3 para uma platéia de jornalistas, o que eles estão fazendo lá? Uma vez que o evento é transmitido ao vivo para todo o mundo e público, qualquer informação que eles possam noticiar em seus veículos, o público já sabe. O máximo que eles podem fazer é reciclagem, maioria inútil e sem informação relevante, e quem acompanhou os sites de games durante o evento pode sentir isso a cada clique de "notícia".

Foto da página oficial de Fallout no Facebook, apresentando seu stand na E3 2015


Existe também as redes sociais das empresas, seus sites, que não só transmitem suas novidades aos seus seguidores, como fazem isso da melhor maneira possível, com videos e imagens instantâneas. Isso é muito bom e libertador. Assim podemos seguir a quem nos interessa, e a informação não precisa passar por nenhum filtro de críticos que adoram determinar o que é bom ou ruim, se esquecendo que isso só depende do gosto pessoal de cada um. Vídeos por exemplo, de trailers ou gameplays, dispensam qualquer resenha de impressão que um jornalista possa escrever, até porque quase ninguém tem paciência para ler textos no computador.

A Rockstar por exemplo é uma prova viva que o contato direto com os fãs é um meio mais que suficiente para o sucesso. Sem nem sequer participar da feira de games E3, GTA V já vendeu 50 milhões de cópias mundialmente.

O fato é que a função do jornalista de games atualmente, no mundo, e principalmente no Brasil (onde o trabalho se resume a um copia e cola de sites que realmente estão próximos das indústrias de jogos) é quase nula. Só não é totalmente nula, porque estes sites de jogos ainda tem fãs, e servem de meios alternativos para divulgar algo para um determinado público, o que interessa as empresas de games. Por isso é importante saber valorizar o seu leitor e parar de postar polêmicas sensacionalistas que possa o desagradar, porque queridos jornalistas, nós não dependemos mais de vocês pra nada.

Lidem com isso!
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